O voo promete ser longo.

"Aqui quem vos fala é o comandante desta aeronave: o tempo de voo previsto é indeterminado."


Decolando!

"A greve dos professores das universidades federais já dura 72 dias e aumenta a probabilidade de que o calendário letivo de 2012 tenha que ser estendido até o início de 2013."

Essa notícia foi veiculada em 27 de julho de 2012.

"Embora continuem em greve, os policiais federais suspenderam a operação-padrão realizada nesta quinta-feira. Em greve nos 26 estados e no Distrito Federal desde a última terça-feira, eles reivindicam reajuste salarial e a reestruturação da carreira."

Esta foi veiculada em 10 de agosto de 2012.

A greve é um direito constitucional de todas as categorias. Na iniciativa privada, o patrão é pressionado em função da paralisação das atividades econômicas, o que resulta em prejuízos. Mas no caso do serviço público, uma greve não afeta atividades econômicas, a rigor. Afeta a credibilidade do governo e principalmente afeta a população. Me tocam muito particularmente as greves na saúde, onde os mais desassistidos são os mais afetados. A lógica é que, para não prejudicar a população e nem manchar muito sua imagem, o governo fará concessões às categorias em greve.

Acho justíssimo o trabalhador lutar por melhores salários e planos de carreira. Mas não creio que, no serviço público, esse seja um caminho aceitável.

Aliás, é espantoso ver que aqueles que podem atribuir reajustes e complementos, fazem-no a si próprios (leia-se parlamentares), causam estragos aos cofres da nação, mas são incapazes de estabelecer uma regra para abranger todos os servidores públicos. Em resumo: na minha opinião, os servidores públicos - estou incluído nessa modalidade - deveriam encontrar outras formas de pressionar governos e conquistar melhorias. Formas que não estorvassem a vida dos cidadãos, como acontece hoje. Não vejo movimentos nas entidades representativas nesse sentido, infelizmente.

E também deveria haver algum dispositivo constitucional que equiparasse os reajustes de todos os servidores quando algum reajuste fosse atribuído a alguém. Da mesma forma que ficou estabelecido um limite para os gastos do governo com pessoal e um percentual do orçamento para a saúde. Assim como deveria haver um outro dispositivo que contemplasse planos de carreira gerais para servidores públicos.

Só não dá para conviver com categorias (parlamentares) que além de altíssimos salários (ou R$ 26.700,00 não é altíssimo??) e verbas mensais de representação, ainda recebem 15 salários ao ano!

Isso explica também, em parte, os pífios resultados que o Brasil alcança em olimpíadas! Um país desorganizado, sem rumos claros, que peca por discutir apenas uma parcela do que precisa ser discutido!

Que país queremos para nós, cidadãos brasileiros, no futuro? E que país estamos construindo? E qual papel desejamos que nosso país desempenhe no mundo de amanhã? A nação não tem esses projetos...

Até a próxima, quando teremos muitas medalhas olímpicas a comentar!