Enquanto o avião circula...

Decolando...

Enquanto o avião atravessa os céus da fantasia, vou abordar - de leve - o tema do software livre.

Meu encanto com o software livre vem de várias características dessa forma de produzir programas de computador. A primeira caracterísitica que me chama a atenção nessa abordagem é a possibilidade de qualquer interessado colaborar com um projeto. Dessa forma, lançado um projeto em software livre, a dita comunidade - ou seja, os interessados em colaborar - se organiza e define ou aprimora objetivos, metas, etapas e testes da produção do código, aqueles passos "põe-lá-tira-cá" que fazem o programa funcionar. Por partes, diria uma amiga minha "como o estripador", vai sendo liberado o resultado para uso da sociedade em geral que estiver interessada em sua aplicação. Algumas comunidades oferecem elas mesmas suporte aos usuários. Há casos em que organizações disponibilizam, ao custo da mão de obra, atendimento aos interessados. Vale destacar aqui, de imediato, que software livre NÃO quer dizer "grátis" - embora possa ser, como o é, em inúmeros casos.

Alguns desenvolvedores da comunidade são remunerados, por empresas ou governos. Outros trabalham pelo prazer de produzir algo útil, pelo desafio de responder a uma meta estabelecida. Há ainda os que produzem diretamente para empresas, sendo que essas definem os propósitos do software (como escrevi, "livre" não significa "grátis").

Outro aspecto que também me encanta é aquele relativo à liberdade de estudar e entender o código - visto que ele é disponibilizado publicamente - por qualquer interessado. A técnica de resolver algum problema específico, ou de produzir código eficiente e confiável, não é ocultada. Qualquer um pode aprender e incorporar metodologias, lógicas e soluções. O conhecimento é socializado.

Há ainda o aspecto comercial. Como o software pode ser copiado, entendido, melhorado e divulgado, equipes locais podem se aperfeiçoar e atender demandas próximas, não demandando, em caso de necessidade de atendimento "in loco", de aguardar produtores muitas vezes distantes, como no caso do software proprietário, e mesmo viagens e hospedagens onerosoas, caso se necessite da presença de um especialista, se o programa for do tipo software proprietário. Com a preparação de técnicos locais, a mão de obra local fica valorizada e tem mais possibilidades de se desenvolver.

Essas são, resumidamente, algumas razões que me inclinam pela utilização, defesa e preferência pelo software livre.

Até a próxima!