Cais do Avião

Uma grande vantagem de uma viagem a bordo da blogonave é a possibilidade de se atravessar qualquer obstáculo, inclusive o túnel do tempo e, por exemplo, ir parar no Hidroporto de Vitória, lá pela década de 40! O local ficou conhecido como Cais do Avião, e embora hoje já não tenhamos mais o pouso dos aviões, ainda há o prédio onde funciona aprazível restaurante, também tradicional em Vitória naquela época (embora funcionasse em outro endereço) e que persiste até hoje. Mas foram muitas as personalidades e autoridades que por ali transitaram através dos hidroaviões.

Minha mãe contava que, quando ela era menina, certa vez tentou acompanhar, na Ilha das Caieiras, a aproximação de um Hidroavião, correndo através da rua. Não observou que havia um cachorro dormindo no meio do caminho e pisou-lhe em cima, o que lhe acarretou algumas injeções anti-rábicas e uma grande cicatriz na coxa! Um ex-prefeito, quando administrou a cidade, tentou violentar a nossa cultura e tradição e denominou o lugar de "Cais das Barcas".

Barcas no Cais

Quem viveu Vitória na década de 50/60 sabe que Cais das Barcas era exatamente no centro da cidade, onde se pegava a barca para a travessia Vitória X Paul. As barcas tinham até nome, como relata o blog do Morro do Moreno. Depois construíram nas proximidades outro ancoradouro para as barcas da Comdusa, que faziam a travessia também para Vila Velha e Porto de Santana.

Mas, na vida, tem razão quem tem poder. Essa é a triste constatação. E para alterar essa ordem defendo uma nova constituição para nosso Brasil. Que o poder seja um serviço ao cidadão, e não um espaço para alguns imporem submissão aos adversários e aos humildes. É preciso acabar com a promiscuidade entre os "poderes", com juízes e conselheiros sendo indicados por presidentes e grupos políticos.

Mauro Santayana, no artigo "O BRASIL E A PEC DA INDÚSTRIA NACIONAL" lembra das "mexidas" realizadas na atual Constituição para beneficiar interesses econômicos de políticos e mesmo de particulares, em pretéritas administrações. Hoje vemos muita falação a respeito de corrupção - acho que todos nós somos contra a corrupção - mas falam somente meio lado da notícia. Barbarizam com meias verdades, sem aprofundar as raízes do problema e claramente aproveitando-se do tema corrupção para favorecer seus interesses políticos e econômicos.

Para que seja exigida toda a verdade, para que seja revelada a verdadeira face da política brasileira, é necessário, na minha opinião, mudar as regras do jogo, e estabelecer critérios, já definidos em nova constituição, de operação dos meios de comunicação. Sou intransigente defensor da Liberdade de Expressão, mas jamais vou me confundir com Liberdade de Imprensa - quem tem a imprensa na mão são os poderosos - e com isto manipulam os acontecimentos a seu bel prazer! Por enquanto, vou "refrescar a cabeça" na preparação do próxima Encontro da Família Teubner, que ser realizará domingo que vem, dia 9.

Até a próxima!