A Bênção, Vinicius de Moraes!

2013: ano do centenário do nascimento do Mestre Vinícius.

Foto de Vinicius

Neste ano de 2013 comemoraremos o centenário do nascimento de Vinícius de Morais. O grande mestre da música brasileira era machista como ele só. Mas também poeta como ninguém! Vinícius não era só compositor e poeta. As novas gerações pouco sabem sobre o perfil político do grande mestre.

Êle foi uma das vítimas da ditadura militar que manchou nossa história de 1964 a 1985. Diplomata de carreira, foi forçado a uma aposentadoria antes do tempo (aposentadoria compulsória). Aqui há uma carta de sua irmã relatando o fato. Isto não o impediu de continuar compondo e criar uma das mais lindas páginas da Música Popular Brasileira junto com seus parceiros.

Hoje se sabe também que o golpe já vinha sendo tramado por um grupo de militares ligados aos EUA desde muitos anos. Historiadores afirmam que o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 já havia sido consequência, ou reação de Getúlio, a uma tentativa de Golpe contra seu governo, que, com seu suicídio, foi abortado.

Não foi só no Brasil que grupos de militares se apoderaram do poder. Quem viveu o período lembra que Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile também tiveram seus amargores com militares teleguiados pelos EUA.

A realidade da América Latina não comporta mais esse tipo de golpe. Mas não nos livramos dos golpes em si. Está aí o Paraguai que nos mostra como a democracia pode ser atingida pelo poder econômico. Quem quiser conhecer pode procurar o registro da deposição do presidente Lugo.

No Brasil atual alguns analistas dizem que há uma tentativa de golpe em andamento. Difícil de identificar; mas fácil de perceber que há uma guerra em curso. Não uma guerra em armas de fogo, não a guerra já reconhecida nas periferias espalhando a morte e a insegurança. Além dessas, fáceis de observar, também há uma guerra invisível entre grupos políticos. Quem acompanha o desenrolar do noticiário percebe claramente, após o fim da ditadura, a formação de dois grupos políticos no Brasil. Embora tenhamos mais de 30 partidos políticos, eles se agrupam, por afinidade ideológica ou por oportunismo, em dois grupos bastante antagônicos, inimigos mortais. Um deles quer a direção do país nas mãos da iniciativa privada, os assim chamados neoliberais; o outro quer resgatar a parcela mais humilde e prejudicada da população brasileira para um patamar de dignidade humana, sem aplicar o métodos tradicionais da economia dominante.

De certo, vê-se que a atual oposição tenta, por todas as formas e com a participação descarada da imprensa (que abusa de seu poder para denegrir imagens de lideranças e de partidos) para destruir a "situação" e a construção de seu projeto político. Se há erros e desvios, esses são usados como mais um instrumento de ataques, pois o principal é destruir o adversário, independentemente de seus próprios erros e desvios e sem tratar de corrigi-los.

De qual lado da batalha estamos?

Até a próxima!