Dia das Mães

Mamae

No próximo domingo, 12 de maio, segundo domingo de maio, tradicionalmente se comemora o dia das mães.

Lembro de que ainda criança, morando na Ilha das Caieiras, minha mãe se orgulhava de ser mãe e gostava de homenager a mãe dela, vovó Ninha. Cantarolava “O amor mais puro”, aqui na voz de Francisco Petronio. Mas complementava que “Dia das Mães” deveria ser todo dia!

Hoje o “Dia das Mães” é programado para estimular vendas! Simplesmente se aproveitam da sensibilidade humana, que reconhece o papel e o esforço da maioria absoluta das mulheres na criação e educação dos filhos, e o afeto e o vínculo existente entre esses, para aumentar vendas no comércio e gerar mais lucros!

Segundo a internauta Tere Penhabe, em sua origem esse dia foi criado para homenagear de fato as mães.

“A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.

A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna, a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano. Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães.

A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.

Mas Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, a escritora Julia Ward Howe chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz.”

Há versões de que o idéia vem da Grécia antiga, como relata o professor Telmo Carlos de Oliveira:

“As mais antigas celebrações do Dia das Mães remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses.”

O prof. Nelson de Paula, relata que a primeira comemoração no Brasil aconteceu em Salvador:

“Foi no templo da Igreja Presbiteriana da Mangueira, como é conhecida a Igreja Presbiteriana de Salvador, Bahia, que o REV. MATTATHIAS GOMES DOS SANTOS celebrou pela primeira vez no Brasil, o Dia das Mães e sobre esse fato transcrevemos uma pequena nota, mas de grande significado:

'A PRIMEIRA SOLENIDADE no Brasil tida como a Festa das Mães foi realizada há 50 anos, em Salvador, na Bahia, promovida pelo reverendo Matatias Gomes dos Santos, no templo da Igreja Presbiteriana. Foi a 10 de outubro de 1909. Vive ainda e é presbítero da Igreja Presbiteriana de Lucas, no Rio, o secretário permanente do Esforço Cristão da Igreja da Bahia, Sr. Joseph Cameron Donald, sob cujos auspícios a festa foi realizada, com a finalidade de ‘recordar os carinhos e amor das mães falecidas e honrar as sobreviventes’.

Essas declarações foram prestadas ao GLOBO pelo Sr. Hélius Mota, assistente do diretor do Museu Presbiteriano, que nos disse ter sido a segunda comemoração das mães também na Bahia, no templo presbiteriano de Cachoeira do Paraguaçu. Foi a 7 de setembro de 1910. Crianças e moças recitaram poesias às mães.'

Jornal O Globo, 09.05.2009, seção “Há 50 anos atrás”.

Segundo o sítio Mothersweek a comercialização no Brasil começou em 1949:

“Em 1949, o hábito de presentear as mães ganhou força, isso, graças a proprietários de lojas de São Paulo, como Mapping, Slopper e Garbo, que lançaram grandes campanhas publicitárias incentivando a compra de presentes.”

Mas o fato não diminui o respeito e a homenagem às mães, a quem reverencio com um pequeno texto ilustrado, que pode ser lido aqui.

Ou mais ainda cantado pelo soneto de Coelho Neto:

Ser Mãe

Coelho Neto

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra

o coração! Ser mãe é ter no alheio

lábio que suga, o pedestal do seio,

onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

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Ser mãe é ser um anjo que se libra

sobre um berço dormindo! É ser anseio,

é ser temeridade, é ser receio,

é ser força que os males equilibra!

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Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,

espelho em que se mira afortunada,

Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

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Ser mãe é andar chorando num sorriso!

Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!

Ser mãe é padecer num paraíso!

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Até a próxima!