Ministra do TST pondera sobre ministro do STF

Ministra Delaíde Alves Ministro Joaquim Barbosa

O ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do STF, já foi – e em muitos casos continua sendo - o herói de muitos brasileiros.

A ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, do TST, tem trajetória de vida que se assemelha à de Joaquim. Sua biografia resumida pela Wikipedia é a seguinte:

“Delaíde Alves Miranda Arantes (Pontalina,1 de maio de 1952) é ministra do Tribunal Superior do Trabalho desde 1 de março de 2011.

Filha de agricultores, nasceu e criou-se na cidade de Pontalina, no interior de Goiás, onde passou a ajudar o pai na lavoura no início da adolescência, junto com os oito irmãos, plantando milho e feijão. Aos 14 anos saiu do campo para concluir o ensino fundamental na cidade, onde trabalhou por um ano como empregada doméstica e dois anos como recepcionista no consultório de um médico, que acabou por incentivá-la a estudar.

Mudou-se para Goiânia e aos 18 anos voltou a trabalhar como empregada doméstica enquanto estudava. Aos 23 começou a cursar Direito no Centro Universitário de Goiás (Uni-Anhanguera), patrocinada pelo então Crédito Educativo, um programa de bolsa estudantil do governo. Deixou o emprego de doméstica e começou a estagiar num escritório de advocacia, onde passou a se dedicar ao Direito Trabalhista. Após se formar, abriu o próprio escritório de advocacia, especializado em relações trabalhistas, onde trabalhou por cerca de 30 anos.

Em 2011 foi indicada pela OAB para ocupar uma vaga de ministro do TST, tendo o nome escolhido pela então Presidente do Brasil, Dilma Rousseff”

Ela também teve sua história relatada pela revista Istoé e pela página eletrônica da "Revista TPM" dentre outras.

A ministra, autoridade no assunto, pondera algumas posturas do atual presidente do STF. Ela foi entrevistada pela revista Istoé Gente, e seus argumentos foram publicados e transcritos em alguns blogs populares.

A entrevista pode ser encontrada no blog de João Carlos FS, ou no blog de Paulo Henrique Amorim, além da própria Istoé:

“ISTOÉ – A sra. foi empregada doméstica e ascendeu na carreira jurídica, em uma trajetória de superação que lembra a do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Como avalia a atuação do ministro?

Delaíde Miranda Arantes – Eu não sou Joaquim Barbosa. Temos essa coincidência de trajetórias, mas não penso como ele. Tenho respeito. E tenho o dever hierárquico de respeito, porque ele comanda o Supremo. Entretanto, ele faz críticas à magistratura que eu não faria, pois não contribuem para alterar nada no Judiciário, especialmente pela forma como ele faz. O presidente do Supremo também critica advogados. Preocupam-me as declarações que ele fez ao ministro Ricardo Lewandowski durante o julgamento do mensalão. Eu não critico um colega que vota diferente de mim. Não acho que tenho esse direito. Eu realmente tenho uma preocupação com a forma como ele fala e como se coloca.

ISTOÉ – Qual o problema desse comportamento?

Delaíde – A impressão que tenho é que o presidente do STF pode ter amargura no coração. Às vezes faz discursos duros contra tentativas de defesa de réus. A gente não sabe por que faz isso. Quem sabe Freud possa explicar.”

Fica aí a referência para conhecimento dos leitores.

Até a próxima!