MORDOMIAS DO SUPREMO

Plenário do STF

Todos nos revoltamos com mordomias de parlamentares e membros do poder executivo, mordomias essas que ao final das contas são pagas com nossos impostos! Mas raramente vemos informações sobre mordomias do judiciário, poder que julgamos ser responsável pelo fiel cumprimento da vontade popular por todos os poderes.

Infelizmente, sob meu ponto de vista, o comportamento do judiciário é decepcionante quando se trata de preservar os recursos públicos. Sabemos que os salários de magistrados são invejáveis, muitas vezes alcançando 30 vezes o valor do salário mínimo. E não se incluem aí os dois meses de férias, veículos oficiais, etc...

Recentemente o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou matéria que provoca repugnância no cidadão comum: ela mostra os gastos do STF com mordomias dos magistrados da mais alta corte do país!

O jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog, relata:

"A surpreendente reportagem do 'Estadão' conta que o STF gastou, entre 2009 e 2012, R$ 608 mil só com passagens internacionais de primeira classe para esposas de ministros e outros R$ 295,5 mil em viagens dos magistrados em períodos de recesso. Além disso, o jornal denunciou que Joaquim Barbosa viajou 19 vezes por conta do STF em períodos nos quais estava de licença médica, tendo como destinos Rio, São Paulo, Fortaleza e Salvador."

O artigo do jornal informa:

"Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados oficiais publicados no site da Corte, conforme determina a Lei de Acesso à Informação, mostra que ministros usaram estes recursos, no período entre 2009 e 2012, para realizar voos internacionais com suas mulheres, viagens durante o período de férias no Judiciário, chamado de recesso forense, e de retorno para seus Estados de origem."

O total em passagens para ministros do STF e suas mulheres (2009 a 2012): R$ 2,2 milhões.

Desses, R$ 1,5 milhão foram usados para viagens internacionais.

R$ 608 mil foram gastos com a compra de bilhetes aéreos para as esposas de ministros do STF.

As passagens incluem destinos como Veneza (Itália), Paris (França), Lisboa (Paris), Moscou (Rússia), Washington (Estados Unidos), Cairo (Egito), Cidade do Cabo (África do Sul), Nova Délhi (Índia) e Pequim (China).

R$ 259,5 mil foram gastos em viagens nacionais e internacionais realizadas em períodos de recesso do judiciário. Não entram na conta passagens emitidas para presidentes e vice-presidentes do tribunal, que atuam em regime de plantão durante os recessos.

Pode até ter sido respeitada a lei - mas eu pergunto: tem dignidade para falar em moralização do país um tribunal que não tem escrúpulos para gastar nosso suado imposto de tal forma?

Respondam, senhoras e senhores!

Até a próxima!