A primeira missa.

Ilha das Caieiras

Ilha das Caieiras em foto recente.
Ao fundo, quase sumida, à esquerda, branca, a igrejinha.

As pesquisas realizadas em diversos periódicos digitalizados de Vitória, periódicos esses do século XIX e iníco do século XX, através da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (URL: http://memoria.bn.br/hdb/uf.aspx), como citado em artigo anterior (pode ser lido AQUI), traz inúmeras informações sobre a história da povoação da Ilha das Caieiras e seus moradores. Há desde anúncio de fuga de escravos na localidade, homicídos, venda de imóveis e plantações, disputas por passagens para o centro da cidade através de pastos particulares (servidão), mato tomando conta de caminho, abertura de escola mista (meninos e meninas) e nomeação de seu professor, acidente em brincadeiras com arma de fogo, acidente em pesca com dynamite, até uma renhida reivindicação para a construção de um chafariz, cuja construção se deu por volta de 1887. Ao final do século XIX, é organizada uma comissão para as obras da Igrejinha que lá está até hoje, não se identificando se construção ou reforma.

A povoação é grafada de diferentes formas: CAIEIRAS, CALEIRAS, CALLEIRAS e CAEIRAS. Mesmo em anúncios oficiais, como a construção do chafariz e a criação da escola, há diferentes grafias.

Há um artigo, transcrito abaixo, sobre a benção e a primeira missa rezada nessa Igreja, consagrada a N. S. da Conceição, acontecidos em 2 de novembro e em 9 do mesmo mes de 1902. Detalhes da pesquisa são mostrados ao fim do artigo.

ormavam uma associação, concorrendo cada associado com a quantia de 2$000 mensaes e foi composta a sua primeira diretoria dos cidadãos - João dos Passos Cardozo, presidente ; Manoel Oliveira, Thesoureiro, - e João Silva e Antonio Brandão, procuradores.

Referências à fábrica de cal naquele lugar só se encontra a partir de 1917, quando é leiloada judicialmente uma casa "ao lado da fábrica de cal". Em 1924, há o aviso de um desligamento da energia elétrica.

De tudo isto, duas coisas se pode concluir: o povoado existe desde antes de 1850 e a vida era bastante intensa!

Curiosamente, a própria página eletrônica da Prefeitura de Vitória informa que o povoado teve início por volta de 1920, com a instalação da fábrica de cal! Por favor, senhores, corrijam sua informação!

O chafariz, já sem uso, foi derrubado pelas obras de aterro da rua principal da ilha lá pelos anos 70, e serviu como entulho para pavimentar a rua.

O PIC-NIC

Eis o artigo publicado no jornal ESTADO DO ESPIRITO SANTO de 18 de MARÇO de 1900:

Raros são os actos que praticamos uma só vez, sobretudo quando delles nos resulta o gosto de um praser, a satisfação do amor proprio, ou a alegria da consciencia.

E não só são raros os actos que não repetimos, mas acontece até que, durante a pratica de alguns, atravessa-nos a mente a idéa ou a lembrança vaga de já havel-os praticado, sem que entretanto possamos dizer onde, nem quando.

Penso que este facto, foi que gerou a crença em uma vida anterior e a falsa supposição de já haver o nosso espirito habitado outro corpo, senão igual ao que possuimos, dotado pelo menos de sentidos e faculdades identicas.

Penso tambem que não teve outra origem a theoria philosophica da transmigração das almas.

Os actos cuja pratica repetimos são de ordinario occasionados pela convivencia e pelas reuniões intimas, onde se trocam risos, affectos e se estreiam as relações ; resultam uns dos outros e estão entre si ligados como os elos de uma mesma cadeia.

Recorte do jornal Commercio do Espirito-Santo - 1893

Em virtude desta ordem e filiação de idéas, ou de accordo com ellas, presumo que posso affirmar, que da excursão á praia de Pirahem nasceu o pic-nic á sombra do cajueiro, no Cambury; e do pic-nic da Ilha das Caeiras, em um dos domingos de abril ultimo, e do qual vou dar uma ligeira noticia.

Sahimos do Jardim Municipal ás sete horas da manhã, n'uma lancha a vapor, que para alli seguiu ao romper do dia, por ordem do estimavel Sr. coronel Espindula, á disposição do honrado Sr. major Fonseca e de sua comitiva, composta de suas cinco amaveis filhas, do Sr. Raul, mulher e cuhados, do Sr. Grijó, mulher, cunhada e sete filhos travessos de todos os tamanhos, do dr. Chaves e tres filhas; do Sr. Fulgencio Paiva e do humilde rabiscador destas linhas.

Não obstante a ligeiresa da lancha fui passando em revista os edificios publicos e particulares mais notaveis, assim como os mais importantes estabelecimentos comerciaes, cujos fundos, ou dão para o mar, ou são d'alli descobertos atravez dos terrenos desaproveitados e ruas perpendiculares ao caes, á proporção que as confrontava, apreciando melhor uns que outros, conforme permittia a distancia da embarcação, que ora se approximava da margem, e ora se afastava della, segundo exigia a navegação.

Descortinaram-se successivamente deante de meus olhos o sobrado do Pisoni, a loja de ferragens do Souza, o trapiche e armazens de Eugenio Netto, o Mercado Publico, o armazem de Wetzel & Compª., a alfandega, o palacete e vastos armazens de Pecher, Zinzen & Compª., o palacio do Governo, a livraria Moreira Dantas, alfaiataria Resemini, grande loja de fasendas de Cruz & Irmão, João Rodrigues, Hard Rand & Compª., Cabral, Santa Casa de Misericordia e cervejaria Schmidt, montada segundo dizem com os mais modernos e aperfeiçoados aparelhos.

Momentos depois passamos á villa Rubim, este suburbio curioso e pittoresco, e tão interessante pela originalidade de sua construcção, quanto salubre pela sua elevação e ar puro que se respira.

Como a occasião é tudo, e quem perde uma boa ocasião, póde não encontrar outra; fosse cousa, que só dependesse de mim, eu teria pouco adeante feito parar a lancha, afim de saltar e examinar a matança que ainda não tinha visto, e que parece-me, entretanto, bem collocada, apesar de não permitir-me a distancia d'onde a observei affirmal-o de modo categorico.

Em seguida passamos pelos sitios do inspector da alfandega e thesoureiro do Correio, assim como pelo Inhanguetá, de propriedade da União, que tudo teria a lucrar em desfazer-se d'elle, attentos os estragos que se estendem por todas as partes e dependencias, ameaçando aniquilar o seu valor.

Chegámos emfim á ilha das Caeiras com 37 minutos de viagem e desembarcámos do lado esquerdo da casa de residencia temporaria do habil e prestavel pharmaceutico Arieira, em cuja companhia tambem estava o Sr. Capitão Abrantes, energico e distincto official do Corpo de Policia.

A casa que occupámos, fica dez metros distante, na mesma rua, e tem como a de que fallo, o fundo para o mar, de cujo seio erguem-se os pilares de pedra e cal, sobre os quaes descançam as grossas traves de madeira de lei, que servem de base á parede n'aquella parte sendo a frente do edificio levantada sobre terreno firme.

São as duas casas mais confortáveis da ilha, de cujo solo e aspecto darei adiante uma ligeira descripção por não me parecer conveniente sacrificar a ordem chronologica dos factos.

Logo que nos instalámos, notou o Sr. Antonio Moço, que não havia muqueca na abundante provisão a que os nossos estomagos iam dar combate ; e que alli se apanhava com facilidade robalos, vermelhos e carapebas, para cuja pesca estava munido de excellentes bombas de dynamite.

Escusado é diser, que foi muito applaudido e apoiado pelos amantes d'essa diversão tão lucrativa, quanto prigosa, que eu só conhecia por informação.

Um canoa apropriada, provida do pessoal e do material indispensavel, foi posta á nossa disposição, e n'ella tomaram assento o autor da idéa, o capitão Abrantes, Bandeira, Pinguinho e Fulgencio Paiva, que se encarregou do lançamento das bombas.

E porém, como sou um pouco curioso, e não conhecia senão de outiva, como já disse, tal pescaria ; depois de entrar em balanço durante alguns minutos, decidi-me afinal e entrei tambem para a canoa, que percorreu os melhores pesqueiros, nos quaes foram atiradas nove bombas, cujo resultado correspondeu a espectativa ; e não digo que compensou tambem os perigos a que nos expusémos, porque não arrisco minha vida por quanto peixe ha no mar!

Preparada a muqueca e servido o almoço, que não podia ser mais variedo ; como não havia na mesa espaço para tanta gente, accomodou-se a meninada em diversos pontos, sobre o assoalho e nos vãos das janellas, afim de serem todos attendidos a tempo, evitando-se assim o incommodo e a maçada da segunda mesa.

Depois do almoço espalharam-se todos pela pequena povoação, que tem uma igreginha coberta de zinco e dusia e meia de casas, habitadas em sua maioria por pescadores.

Eu muni-me de uma arma de caça e fui dar uma volta pela ilha, cujo terreno accidentado ou semeado de pequenos montes é composto de barro de excellente qualidade e fertil, como comprovam-n'o o pequeno e viçoso cafesal, que vi na encosta de um pequeno morro, e a linha de coqueiros da baixa, ao nascente, tão bonitos e vigorosos que causam admiração, attendendo-se que o clima não lhe é propicio e que toda aquella força de vegetação provem apenas da bondade do terreno.

Não vi outras plantações, nem mesmo sei si existem ; e eu contava entretanto saborear excellentes mangas e laranjas, que lá só se veem, quando vão d'aqui da cidade.

Franklin que disia, cada vez que encontrava uma arvore plantada, por aqui passou um homem util ; que sentença não proferiria em vista de tanta incuria e imprevidencia em presença de terrenos, cuja uberdade está desfiando a actividade dos moradores do logar ?

Não encontrei em meu passeio caça de especie alguma, e voltei sem descarregar a arma.

Houve em consequencia exercicio de tiro ao alvo, n'uma garrafa collocada na praia ; e si a modestia não fosse uma cousa tão feia; apesar do laus proprium vituperium est, apesar de ser vituperio o louvor em boca propria, eu seria capaz de diser, que fui o unico, de entre tantos atiradores, que metteu na garrafa o respectivo fundo, si não receia-se que o amor proprio offendido, me replicasse, que foi acaso e não certesa de pontaria e habilidade de atirador.

Regressámos ás 5 1/2 horas da tarde, dando reboque á baleeira em que o Sr. Antenor Guimarães, Arthur Batalha e outros haviam aportado á ilha ao meio dia, de volta da pescaria a que foram, servido-se tambem da dynamite ; mas com tão pouca ventura, que não seria para admirar, caso estivessem suspeitosos e desconfiados, de que os peixes tivessem emigrado em massa como fossem andorinhas.

Nec semper lilia florent: nem sempre os lyrios florescem ; nem sempre tambem os peixes se deixam surprehender e transformar em muqueca ! É melhor fugir assustado da dynamite e encontrar a salvação morto de cançaço, que entrar frito e cheiroso no estomago !

Chegámos com o crepusculo, que é a hora de encanto e de magia para os poetas ; de enlevo, ancias e saudades para os que amam, e de mysterios e de magestosa e imponente solemnidade para os que contemplam a naturesa !

A essa hora o homem procura a casa, e as feras e os outros habitantes das selvas sahem das covas e dos enconderijos ; o homem para descançar das fadigas diarias provenientes da lucta pela vida, e os animaes para entrar n'essa lucta, que termina ao romper do dia, quando o homem a enceta : os animaes de noite, por causa do homem que não lh'a consente durante o dia ; e o homem de dia, porque não póde durante a noite, que lhe foi dada para descanço.

A lança (lancha?) largou o ferro em frente do caes d'alfandega, saltamos e despedimo-nos uns dos outros, seguindo cada um depois para seu lar.

Victoria, 13 de maio de 1899.

ARISTOPHANES.

Recorte do jornal Estado do Espirito-Santo - 1894

O ABASTECIMENTO D'AGUA NA ILHA DAS CALEIRAS

Em sua edição de 19 de dezembro de 1885 o jornal “Espirito-Santense” publicou:

ABASTECIMENTO D'AGUA NA ILHA DAS CALEIRAS

Afasto-me hoje do terreno da politica, para trazer ao conhecimento do publico um assumpto que trata de um grande melhoramento para o logar denominado Ilha das Caleiras, um dos pontos recreativos de nossa capital.

O illustre redactor do Espirito-Santense permittir-me-ha, que, das columnas de seu conceituado jornal, diga alguma couza a tal respeito.

Data de muito tempo a necessidade que há de se construir no centro da povoação d'aquela ilha um chafariz, onde possão os seus habitantes com facilidade prover-se de um dos elementos indispensaveis aos misteres da vida humana.

Hoje felizmente anima-nos a esperança de em breve ser sanada essa falta tão sensível, por vermos resoluto a emprehender tão importante melhoramento o nosso estimavel co-religionario Sebastião Ferreira, que pessoalmente fez sentir ao digno administrador da provincia a grande necessidade, que há, de se levantar um chafariz no centro da população, para quem é por demais penosa a viagem que se faz continuadamente ao manancial, d'onde traz agua para não se saciar a sêde e como para satisfazer outras necessidades domesticas.

Esta é a de ser a Ilha das Caleiras um porto, onde aportão todas as horas do dia ou da noite viajantes maritimos, que n'ella procurão mitigar a sêde que surprerhende em meio de viagem.

Podem succede-lhes que ao chegar em terra são forçados a fazer uma longa viagem ao manancial, em vista da falta de recurso que se lhes apresenta tão sobranceiro.

Portanto, achamos muito recta a pretenção do nosso amigo Sebastião Ferreira, pois bem saliente se mostra a falta que tão justamente procura sobrestar, evitando por essa fórma aos habitantes e traseuntes que se exponhão as intemperies do tempo.

Segundo a opinião do Sr. Sebastião Ferreira, que tambem faz parte d'aquella população, insufficiente será a importância a dispender com aquella obra.

Todos os habitantes da ilha estão dispostos a auxiliar o nosso amigo, que, cremos, será bem sucedido na enpreza que vai encetar(*).

Por nossa parte deixamos aqui um voto de louvôr ao distincto co-religionario pela feliz e humanitaria idéa que teve e de que teremos o prazer de vêl-a realisada por achar-se tambem empenhado n'ella o Exmº Sr. Dr. Dezembargador Presidente da provincia.

Victoria, 16 de Dezembro de 1885.

Platão

______________

(*) Para fazer o orçamento da obra já se dirigiu à ilha, em companhia do nosso amigo, o Sr. Engenheiro encarregado das obras provinciaes.

A Primeira Missa

A Igrejinha de N. S. da conceição é bastante antiga, pois em 1894 já existia uma comissão encarregada da conclusão das obras. Um dos números do jornal “Commercio do Espirito-Santo” de 1894 anuncia:“AO PUBLICO: Na noite de 31 do corrente mez haverá leilão dos brindes que forem offerecidos a N. S. Da Conceição na povoação da Ilha das Caeiras, cujo producto será para conclusão das obras da capellinha da mesma senhora. Espera-se a concurrencia de todos devotos.”

Recorte do jornal Commercio do Espirito-Santo - 1902

No mesmo jornal, edição de 1 de janeiro de 1896, a citada comissão informou:“A commisão encarregada da Capellinha de N. S. da Conceição da Ilha das Caieiras, communica ao respeitavel publico que por motivos justos deixam de fazer a benção da mesma no dia 6 de janeiro. Ficando a disposição do sr. Vigário para marcar o dia, o que será de novo annunciado. Ilha das Caieiras, 28 de dezembro de 1895. A COMMISSÃO”

Finalmente, na edição de 26 de novembro de 1902 foi anunciado:

ILHA DAS CAIEIRAS – BENZIMENTO DA CAPELLA, PRIMEIRA MISSA

Com todas as formalidades prescriptas pelo Ritual Catholico, teve logar no dia 2 do corrente o acto solemne do benzimento da Capella desta Ilha erigida em louvor a N. S. da Conceição sendo feitas as ceremonias pelos Rvmos. PP. José Blanco Gonzalez e João Cochard.

A capella achava-se elegantemente decorada e a ilha apresentava um aspecto festivo, digno de nota. Grande foi o numero de fieis que concorreram a esta festividade, a primeira que celebrava a devoção da Excelsa Senhora.

Em seguida a este acto, foi pelo Padre Cochard, acolytado pelo Rvmo. Padre Blanco, ministrado o sacramento do baptismo a duas creanças, sendo uma Olivia filha legitima de Reinaldo Pinto Bandeira e D. Geraldina Maria de Almeida, e outra João, filho de Eugenio Manoel e Ignacia da Conceição. Foram paranynphos: - do primeiro Emidio Faustino de Alvarenga e protectora N. S. da Conceição; e do segundo João dos Passos Cardozo e sua mulher D. Candida dos Passos.

Por motivo de força maior deixou de ser nessa occasião celebrada a primeira missa naquella Capella, o que realisou-se no dia 9, ás 10 horas da manhã, sendo celebrante o Rvmo. Padre Blanco Gonzalez, nascido a 18 de Maio de 1877, em Hespanha e ordenado a 24 de Maio de 1900 pelo Exmo. Sr. D. João Nery, quando bispo desta diocese do Espirito Santo, coincidindo este acontecimento com a data da sagração da Basilica do S. S. Salvador e que a igreja Espirito Santense celebra no segundo domingo do mez de Junho.

Quer no acto do benzimento, quer na missa do dia 9, houve à tarde Ladainha e o canto Mgnificat, sendo todos os actos acompanhados por uma orchestra de amadores. Muito concorreu para os melhoramentos desta capella, tornando-a digna do culto divino, o cidadão José Ribeiro Espindula, que não poupou esforços e sacrificios, pelo que é digno de especial menção nesta ligeira noticia, assim como o cidadão Joaquim de Siqueira Dutra e sua mulher D. Maria Dometilla de Alvarenga Dutra que, por escriptura publica, em 3 de dezembro de 1895, doou graciosamente o competente terreno para a sua edificação.

Á aquele cidadão, empenhado, nas obras da reconstrucção da dita capella, juntaram-se os snrs. Gregorio das Chagas, Daniel Corrêa, Antonio Brandão e Thiago dos Santos, que não se furtaram em concorrer com os seus serviços profissionaes. Convem aqui não esquecer os que tiveram a idéa de edificação desta Capella e foram os cidadãos Manoel Oliveira, João dos Passos, Pedro Azevedo, Gregorio Chagas e bons auspicios prestaram os cidadãos Adão Furtado, Manoel Bandeira, João Silva, Antonio Brandão e ainda o cidadão Frederico Kil. Aquelles snrs. formavam uma associação, concorrendo cada associado com a quantia de 2$000 mensaes e foi composta a sua primeira diretoria dos cidadãos - João dos Passos Cardozo, presidente ; Manoel Oliveira, Thesoureiro, - e João Silva e Antonio Brandão, procuradores.

Os pequenos sinos existentes nesta Capella, foram dados: - um pelo cidadão Gustavo Schmidt e outro pelo sr. Philomeno Rezendo. A capella mede 8 ½ metros de cumprimento e 6 de largura, sendo o altar ornado por um lindo nicho, com diversos santos offerecidos por d. Anna Izabel Simões Espindula e uma pequena imagem de N. S. da Conceição por d. Senhorinha Soares, quando professora naquella povoação.

A acta, por occasião da benção da Capella, assignada por grande numero de assistentes, foi lavrada pelo sr. Arthur da Maia, que serviu de secretario e será archivada na Secretaria do Bispado.”

PS: Algumas das peças digitalizadas, obtidos pela Internet e aqui citadas, estão colocadas em arquivo "zip" que podem ser copiadas clicando-se AQUI.

Conforme havia indicado no principio desse artigo, passo a vocês como foi pesquisado o assunto na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:

Digite o endereço da Hemeroteca no seu navegador: http://memoria.bn.br/hdb/uf.aspx

Hemeroteca Digital da Bibliotea NacionalNa página que segue (conforme figura ao lado), selecione:

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Selecione a década que deseja pesquisar.

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Coloque a palavra desejada. (UtilizeiCaieiras, Caeiras, Caleiras e Calleiras, uma de cada vez.)

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Até a próxima!