Sim, queremos liberdade de expressão.

avião AMX

Havia sugerido no artigo passado de alinhavar algumas considerações a respeito de conteúdos de mídias regulados pela constituição – não a atual, mas uma futura, que deveríamos implantar democraticamente. Isto porque não podemos deixar a critério dos proprietários a decisão de o que, quando e como veicular conteúdos, dados e informações, salvo em condições equilibradas de divulgação de opiniões.

Vou voltar ao tema, mas antes gostaria de apresentar um artigo que encontrei na rede abordando as consequências de conteúdos mal selecionados pelos proprietários da mídia – ou por algum de seus prepostos. Tal artigo trata coincidentemente do programa BBB, veiculado em sua décima quarta edição. Sim, cada um assiste ao que quiser, mas cabe ao poder público, dentro de regras democráticas e predefinidas, regular o que deve e pode ser apresentado pelas mídias objeto de concessão pública, para então o cidadão optar pelo que quer assistir dentre os temas apresentados. O artigo citado traz como título a afirmação ”Assistir a um programa burro deixa você mais burro”.

foto página eletrônicaNão é uma afirmação gratuita: baseia-se em pesquisa realizada na Áustria. Diz textualmente:

“Um estudo conduzido por Markus Appel, professor associado da Universidade de Linz, na Áustria, concluiu que quando as pessoas não pensam criticamente sobre o que estão consumindo numa mídia correm o risco de ‘assimilar características mentais expostase’.

Em outras palavras, a estupidez de participantes e apresentadores de absurdos como o BBB é danosa à saúde, ainda que temporariamente.”

“Não é como uma doença que você pode ter por um longo tempo. Nós não estamos dizendo que você será prejudicado um dia depois de ler um livro estúpido ou ver um programa de TV ruim”, disse Appel. “Mas a pesquisa mostrou que o desempenho em testes de conhecimento é prejudicado por esse tipo de coisa”.

Sem entrar no mérito da pesquisa, sabemos que o maior interesse dos dominadores é manter o povo subordinado, passivo, subserviente, acreditando em tudo que eles falam. E certos programas não contribuem em nada para estimular os cidadãos a pensar, ter opinião própria, criticar o que lhes é apresentado ou afirmado. E certos tipos de conteúdos veiculados pelas mídias se prestam exatamente a isto: manter o povo passivo. É a estratégia do “pão e circo” dos antigos imperadores romanos.

Voltando ao tema da constituição, creio que é necessário estabelecer que todas as concessões se subordinarão a certas condições que contribuam para a grandeza da nação e do seu povo. Por exemplo, não se tolerará conteúdos infantis que estimulem lutas e combates, horários nobres deverão privilegiar conteúdos que estimulem a solidariedade, a fraternidade, a cooperação e o respeito ao próximo. Noticiários deverão conter conteúdos idênticos, controlados por representantes da OAB (Ordem dos advogados do Brasil), da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), de outros órgãos da sociedade e até mesmo de cidadãos sorteados pela Justiça Eleitoral – todo os eleitores tem cadastro eletrônico no TRE – que periodicamente (a cada três meses ) seriam substituídos por novos cidadãos sorteados da mesma forma. Nesse período seus salários seriam providos pelo TRE, sem perda do emprego a que estejam vinculados. Ou poderiam recusar se não lhes interessasse.

Não seria censura: seria apenas uma forma de não permitir que algumas mídias se dediquem a “massacrar” a audiência, ou os leitores, com notícias falaciosas e ocultarem fatos de maior interesse que ficam assim “escondidos” do público.

Liberdade de opinião é uma coisa, liberdade de imprensa é outra! A minha opinião, como a de alguns milhões de brasileiros que pensam como eu, não chega à esquina da rua onde moro, enquanto a opinião dos donos da Globo, que tem MUITO DINHEIRO, é diferente da minha e da de alguns milhões de brasileiros, e manda - como quer - que as notícias sejam apresentadas, como disse, a opinião dos donos da Globo chega aos quatro cantos do mundo!!! Queremos igualdade na Liberdade, senhores! Queremos conhecer as diferentes opiniões sobre os acontecimentos, e não apenas a opinião de quem manda!




Até a próxima!