OS ANÕES DA DIPLOMACIA

Mapa Israel

Mapa de Israel e
Faixa de Gaza


A Europa é tida como altamente civilizada, porém não podemos nos esquecer que tal civilização também engendrou sangrentas guerras, inlcusive as eternamente relembradas primeira e segunda guerras mundiais.

4 de agosto de 1914: triste data para ser lembrada - o inicio da primeira guerra mundial.

Na segunda grande guerra os avanços tecnológicos marcaram a brutalidade e selvageria dos confrontos, e Hiltler, um dos grandes responsáveis por sua deflagração, perseguiu e assassinou milhões de pessoas tachadas como inimigas, incluindo-se aí ciganos, judeus, comunistas e homossexuais.

Pouco se fala dos demais, porém os judeus conseguiram criar uma aura de vítimas exclusivas e provocaram enorme constrangimento a nível mundial, levando a ONU - Organização das Nações Unidas a delimitar certa área no oriente médio, e sob a presidência do Brasileiro Oswaldo Aranha, em votação negociada pelo diplomata brasileiro que a presidia, em 1947, estabelecer na dita área um novo país, entregue aos judeus. Esse país passaria a se chamar Israel. Para lá então migraram judeus de várias partes do mundo.foto Faixa de Gaza sob bombardeio.

A maioria da população dessa área era árabe, e a resolução da ONU atribuía 54% do território à comunidade judaica e o restante aos palestinos. Com a guerra de 1948, Israel passou a ocupar 78% do território. E com a guerra dos seis dias, em 1967, Israel viria a ocupar os 22% restantes.

Essas guerras foram provocadas pela postura dos árabes, que não aceitaram a criação de Israel. Os países vizinhos (Egito, Síria, Jordânia, Líbano, etc) através dessas guerras (em 1948 e 1967) tentaram expulsá-los. Foi quando Israel invadiu e ampliou seu território. Os desentendimentos persistem até hoje.

Entretanto, nada justifica o massacre que Israel promove contra os palestinos! Ninguém aqui defende ataques terroristas, porém basta observar no mapa a posição da faixa de Gaza, espremida entre Israel e Egito, com mais de um milhão de habitantes, para se concluir que é preciso muito mais que boa vontade para solucionar o problema.

Só mesmo quem está a fim de massacrar indefesos, sob a argumentação de "punir inocentes para desestimular responsáveis", pode destruir bens e vidas como faz Israel. E esta não é a primeira vez!

Aí chega um babaca que sequer sabe quem foi Oswaldo Aranha (hoje é nome de rua em Tel-Aviv, o brasileiro) dizendo cinicamente que desproporcional foi a derrota brasileira para a Alemanha na copa... Israel nem de copa participa!

Pior: chamou o Brasil de "anão diplomático"!

Senhor porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, por favor não venha ao Brasil.

Jamais será bem-vindo! Somos a sétima potência econômica mundial, o quinto maior país em extensão territorial, vivemos em paz com todos os povos de todas a crenças - inclusive judeus e palestinos - e não precisamos de ajuda americana, como os US$ 225 milhões que o congresso de lá acaba de aprovar, para lhes socorrer! Como disse outro colega, podemos até ser anões diplomáticos, mas muito pior é ser anão moral, condenado por toda a comunidade internacional, como o é seu país! Acho até que "anão moral" é gentileza: seu governo, na realidade, não passa de uma "ameba moral"!

A própria ONU repudia as ações do estado de Israel e o canal insuspeito da BBC (British Broadcasting Corporation) analisa a apatia dos países europeus diante da carnificina promovida por Israel:

"... a ONU fez grandes críticas a Israel depois que uma escola da organização no campo de refugiados de Jabaliy, em Gaza, foi bombardeada pelos israelenses – episódio que resultou em 15 mortes."

Quando o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou na quarta-feira passada (Nota do Transcritor: 30/07/14) uma abertura de investigação para determinar se Israel cometeu crimes de guerra em Gaza o resultado foi 29 a 1. Os Estados Unidos votaram contra, e França, Alemanha e Grã-Bretanha se abstiveram.

foto Faixa de Gaza sob bombardeio"Os Estados Unidos, em diferentes governos, sempre sentiram a necessidade de defender Israel de ataques globais, particularmente na ONU, onde há um amplo número de países da África, Ásia e América Latina que estão dispostos a se unir para criticar Israel", disse à BBC Mundo Edward Gnehm, ex-embaixador dos Estados Unidos na Jordânia e hoje professor da Universidade George Washington, na capital americana.

A relação atual entre os dois países está embasada em mais de US$ 3 bilhões em ajuda financeira militar fornecida pela Casa Branca. Segundo o Serviço de Investigações do Congresso americano, Israel é o principal receptor de ajuda estrangeira dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. O valor acumulado da assistência chega a US$ 121 bilhões.

Na Europa, a postura dos países não é homogênea nem responde às mesmas condições. Uma das razões está relacionada ao sentimento de culpa em relação aos judeus, segundo Mariano Aguirre, diretor do Centro Norueguês de Construção da Paz.

Segundo Michael Brenner, diretor do Centro de Estudos de Israel da Universidade Americana, em Washington, em algumas manifestações recentes os participantes fizeram uma diferença entre Israel e os judeus.

"Qualquer crítica a Israel é permitida, mas (o governo) será mais severo com os efeitos antissemitas dessas manifestações", ele disse.

Para especialistas, Israel desfruta sentimento de impunidade ao violar tratados com ação militar.

Outro fator importante para os países europeus é a relação com Washington. "Se criticam Israel, os países sabem que estão colocando em dúvida a postura dos Estados Unidos", disse Félix Arteaga, pesquisador do Instituto Real Elcano, uma organização não governamental espanhola.

"Há muito tempo os Estados Unidos e a Europa, líderes nesse conflito, aceitaram implicitamente que Israel tem impunidade. Por isso, pode violar sistematicamente o direito internacional, o direito humanitário e os acordos de que é signatário sem ser condenado", afirmou.

Israel já violou 32 resoluções do Conselho de Segurança da ONU desde 1968, segundo um estudo de Steven Zines, da Universidade de San Francisco, publicado no jornal israelense Haaretz."

E esse governo, através de seu porta-voz, ainda quer chamar o Brasil de "anão diplomático"! Vai se penitenciar primeiro dos seus crimes (tão horrendos quanto os de Hitler), ameba moral!




Até a próxima!