"Vamos acabar com o gene da corrupção!"

Minstro Gilmar Mendes de perfil

Devolve a Ação, ministro!

Desde há muito o meu argumento contra financiamento de campanhas por empresas é apresentado em meus textos.

Na minha opinião, se um candidato recebe doações de determinada empresa, caso eleito se sentirá (ou já combinou antes...) comprometido com a dita cuja.

E ninguém me convence de que alguma empresa fará doações se não tiver interesse na opinião do candidato agraciado!

Mas minha opinião é de que somente cidadãos devem ter direito de se manifestar. Empresa é empresa, tem todo o direito de satisfazer seus acionistas dentro das regras do jogo, mas jamais deverá ter direito de influenciar os rumos da sociedade, que deve ser direcionada exclusivamente pelos cidadãos - cada cidadão um voto!

Além disso, algumas opiniões ainda defendem que o núcleo da corrupção no Brasil vem do direito de empresas aportarem dinheiro em campanhas de forma legal.

Por um motivo ou por outro, se não pelos dois juntos, minha opinião é de que a contribuição empresarial a campanhas políticas deve ser proibida. Reformas políticas à parte, esse é um passo importante para melhorar nosso país!

A manifestação já envolve tanta gente (não sou apenas eu...) que a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB propôs uma ação no Supremo, conhecida como Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, que pede a proibição das doações de empresas para campanhas eleitorais. Isso já faz mais de ano, e deveria ter tido efeito já nas eleições passadas, de 2014!

Acontece que o ministro Gilmar Mendes sentou em cima da proposição (pediu vistas, na linguagem técnica), impedindo a continuidade de seu julgamento. Isto depois de a maioria dos ministros já haver aprovado a medida!

Então foi feita uma petição eletrônica para que esse ministro devolva os autos para a continuidade do processo (em linguagem popular, deixe o Supremo concluir seu trabalho).

Se você concorda, acesse esse endereço AQUI e assine também a petição.

O texto dessa petição - para que Gilmar devolva o processo - é o seguinte:

"Vamos acabar com o gene da corrupção!

Para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes:

Enquanto cidadãos brasileiros preocupados com a corrupção no país, pedimos que Vossa Excelência devolva, para julgamento imediato, a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil, que pede a proibição das doações de empresas para campanhas eleitorais. Ao permitir que essa ação retome seu curso, Vossa Excelência respeitará não apenas o voto da maioria dos ministros do STF que ja se posicionou sobre a matéria, mas principalmente os cidadãos que depositam esperança nessa correção da interpretação da Constituição do Brasil.

(Essa) ação no STF pode proibir empresas de doarem milhões para candidatos e partidos políticos. Especialistas dizem que esse é o "gene da corrupção” e, para combatê-lo, precisaremos de todos.

95% de todas as doações para campanhas eleitorais foram feitas por grandes empresas -- inclusive as envolvidas no escândalo Lava-jato. É assim que as empresas investem para então ganhar em troca acesso ao poder e influência, mas isso está prestes a mudar.

A maioria dos ministros do STF já votou pelo fim dessas doações, mas o processo emperrou nas mãos de um único ministro: Gilmar Mendes.

Ninguém conseguiu convencê-lo ainda -- e nessa segunda-feira (02/02/2015) ele volta ao trabalho. É o momento que precisávamos. Ele sabe que não pode segurar a decisão para sempre, mas sem pressão ele vai levando. Vamos surpreender o ministro na volta das suas férias e mostrar a ele que centenas de milhares de brasileiros se uniram contra o gene da corrupção. Assine para conseguirmos a maior mudança da política brasileira nos últimos anos -- depois repasse para todos."


Até a próxima!